Arquivo de Novembro de 2008
O custo dos eletrônicos e porque tanta variação entre o mesmo produto
A maioria dos produtos que vendemos pode ter seus custos desmembrados em três partes:
1/3 – Custo do hardware ou custo de fabricação industrial.
1/3 – Margens de lucro da indústria e comércio, despesas
de logística e licenças de uso.
1/3 – Impostos.
Portanto quando você adquire qualquer bem de consumo a composição é bem parecida. Acontece que existe um Brasil invisível prosperando muito, seja pela Internet através de sites de “mercado livre” ou em lojas físicas, tipo outlet ilegais espalhados como praga pelos grandes centros.
Portanto basta tirarem impostos e licenças, para se ter o mesmo produto pela metade do preço.
Comerciantes que não se envolvem com fraude acabam pagando o ônus aos olhos do consumidor, como sendo os verdadeiros vilões dos preços altos.
O herói nacional hoje é “chinês” ilegal, que vende só a dinheiro e sem qualquer garantia, graças à ineficiência da fiscalização, o Brasil vai perdendo as ondas da prosperidade, que o meio eletrônico tem proporcionado mundo a fora.
Perdemos a oportunidade de arrecadar impostos, primeiros com os vídeos cassetes VHS a mais de vinte anos, depois com os DVDs, recentemente com as câmeras digitais e iPods, e agora estamos perdendo os impostos dos milhares de iPhones vindos do EUA.
Isso porque as taxas quase são impagáveis, criando os dois “Brasis”.
São bilhões que poderiam ter ido para a saúde e a educação, mas todo esse dinheiro só beneficia maus comerciantes e uma cadeia enorme de ineficiência, que começa no guarda rodoviário e termina em Brasília.
O consumidor coitado faz o seu papel, comprando sempre o mais barato possível, sem se preocupar se lá na frente o seu emprego é que foi transferido para a China.
Temos então, os que pagam um absurdo em impostos e carregam a máquina Estatal nas costas e o Brasil que dá certo, dos sonegadores que lotam os melhores hotéis da Europa. Enquanto não houver impostos justos e no mesmo padrão mundial, nosso país vai ficar assistindo o trem da cidadania passar.
Alguém poderia me explicar por que no Chile os juros dos bancos e cartão de crédito é 1/5 dos nossos e os automóveis custam menos da metade?
Logo, vou comentar a forma de consumo na classe A.
Sem comentários »A guerra na venda de acessórios
Concessionárias X Lojas de som
Recentemente, ao adquirir um carro novo, fui bombardeado pela vendedora e por sua parceira de vendas para instalar uma série de acessórios em meu carro.
Como não informei que sou proprietário de uma loja de acessórios, achei interessante a abordagem das meninas, sobre os cuidados que deveria ter se fizesse serviços fora da concessionária. Obviamente não comprei nada.
A surpresa é que a chegar ao trabalho recebi uma ligação do gerente da concessionária, que muito educadamente queria saber se fui mal atendido e o motivo de não ter adquirido nenhum acessório.
Para salvar a pele da vendedora, expliquei que tinha uma loja de acessórios e que também fornecia nossos produtos a dezenas de outras concessionárias.
Percebo que muitos de nossos clientes passam pelo mesmo tipo de abordagem, o que é perfeitamente natural dentro nas regras de comércio.
O que eu acho errado é o terrorismo de alguns vendedores desesperados querendo bater a meta do mês, que parte para apelação afirmando categoricamente, que serviços ou acessórios instalados fora da concessionária comprometem a garantia do veículo.
Como já trabalhei em concessionária, sei que boa parte dos retornos em garantia, realmente vem de instalações mal feitas contratadas pelos proprietários.
O que leva risco ao cliente é o mesmo de qualquer seguimento, ou seja, procurar o menor preço.
Lembre-se que sempre estamos adquirindo serviços em primeiro lugar, mesmo comprando um simples ventilador.
Atente também para o fato de que a maioria das concessionárias, também correm na direção do menor preço e para isso terceirizam seu departamento de acessórios.
Na prática é como se você estivesse contratando uma loja normal do mercado, só que pagando quase o dobro para o mesmo serviço. O consolo é a garantia da concessionária por trás de tudo.
Como os bons médicos não atendem aos convênios, as melhores lojas focam na realização de melhores serviços, sem tempo para se preocupar com parcerias, franchising ou qualquer coisa que comprometa a qualidade de seu trabalho. Normalmente não dá para crescer muito em serviços mantendo a qualidade.
Para escolher uma boa loja na hora da compra, ainda vale o famoso boca a boca, consultar os amigos, sites especializados ou pessoalmente se tiver um pouco mais de tempo.
Garanto que é um passatempo divertido e você foge de serviços básicos e caros das concessionárias.
Um abraço,
Ocimar Ferreira
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