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Arquivo da categoria ‘Som e Multimídia’

Carro bom também tem boa acústica

A qualidade do som é sempre diretamente proporcional às respostas das frequências mais baixas.
Frequências médias e agudas podem ser reproduzidas por qualquer falante porcaria, o problema é sempre a reprodução dos sons graves.
A indústria da sonorização faz muito bem a sua parte, disponibilizando uma linha de falantes de alta qualidade, normalmente associados a maior potência.
Não deveria ser assim, pois é perfeitamente possível ter boas respostas de graves em falantes de menor potência.
A questão envolve marketing, pois ninguém pagaria uma montanha de dinheiro em um falante bem levinho.
Se você portanto já escolheu um falante de alta performance, aí vem o principal: a acústica do seu carro.
Para se tirar proveito máximo do seu investimento é preciso que a massa de ar frontal, não se relacione com o ar por trás do cone do falante.
O local onde o falante é fixado, que nós chamamos de Bafler, pode ser a forração das portas, tampão traseiro do porta malas, entre outros e quanto mais isolado, melhor.
Essa “caixa” fechada na parte traseira do falante, irá garantir uma melhor resposta dos sons graves.
Poucos fabricantes de automóveis preocupam-se com esse isolamento acústico, tornando a maioria dos carros uma verdadeira desgraça acústica.
Nosso trabalho é dentro do possível criar um bafler perfeito, para que os melhores falantes apresentem todo seu potencial de respostas.
Portanto para se chegar ao som hipnotizante e real a solução não cai do céu, é braçal mesmo.
Precisamos estudar a melhor maneira de vedar a porta, manufaturar baflers internos em MDF e principalmente eliminar vibrações comuns a todos os carros, como varetas de fechadura soltas, rebites frouxos, grampos da lateral com folga e todo ruído que possa interferir ao perfeito funcionamento do seu super falante.
Espero ter te ajudado um pouco a entender a diferença entre instalação de som e penduração de falantes.

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A indústria de ponta alemã

   Há algum tempo atrás, realizando uma instalação de leitor de iPod em uma Mercedes Classe C, o cliente percebeu que o farol do lado direito estava solto. Como o carro estava com apenas 500 km, perguntei se ele tinha realizado algum serviço do tipo instalar lâmpadas de xenon ou coisa parecida, porém ele disse que não. Achei estranho um farol de Mercedes estar solto, então apenas reapertei o parafuso.
Mercedes
O problema era o que estava por vir, pois o cliente deu uma passada na concessionária para reclamar do fato e aí a coisa virou uma bola de neve.
O manual de procedimento exige que a montadora seja comunicada de qualquer falha na montagem do veículo, o que foi feito pela revenda.
O que aconteceu na seqüência é que o veículo foi levado de plataforma para a fábrica em São Bernardo e de lá com uma câmera anexada a um notebook, foi refeita a operação de reparo do farol. Tudo acompanhado on line pela matriz na Alemanha.
Contatei o engenheiro responsável da Mercedes e perguntei se não era um exagero o custo envolvido de um simples parafuso solto e ele respondeu que falhas como essa são muito raras e a obrigação da empresa é documentar tudo, para que isso jamais venha a acontecer de novo.
Se for assim com os carros, imaginem com os aviões alemães.

São fatos como esses que justificam o sonho de ter uma Mercedes.

Ocimar

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O custo dos eletrônicos e porque tanta variação entre o mesmo produto

   A maioria dos produtos que vendemos pode ter seus custos desmembrados em três partes:

1/3 – Custo do hardware ou custo de fabricação industrial.
1/3 – Margens de lucro da indústria e comércio, despesas
          de logística e licenças de uso.
1/3 – Impostos.

Portanto quando você adquire qualquer bem de consumo a composição é bem parecida. Acontece que existe um Brasil invisível prosperando muito, seja pela Internet através de sites de “mercado livre” ou em lojas físicas, tipo outlet ilegais espalhados como praga pelos grandes centros.
Portanto basta tirarem impostos e licenças, para se ter o mesmo produto pela metade do preço.
Comerciantes que não se envolvem com fraude acabam pagando o ônus aos olhos do consumidor, como sendo os verdadeiros vilões dos preços altos.
O herói nacional hoje é “chinês” ilegal, que vende só a dinheiro e sem qualquer garantia, graças à ineficiência da fiscalização, o Brasil vai perdendo as ondas da prosperidade, que o meio eletrônico tem proporcionado mundo a fora.
Perdemos a oportunidade de arrecadar impostos, primeiros com os vídeos cassetes VHS a mais de vinte anos, depois com os DVDs, recentemente com as câmeras digitais e iPods, e agora estamos perdendo os impostos dos milhares de iPhones vindos do EUA.
Isso porque as taxas quase são impagáveis, criando os dois “Brasis”.
São bilhões que poderiam ter ido para a saúde e a educação, mas todo esse dinheiro só beneficia maus comerciantes e uma cadeia enorme de ineficiência, que começa no guarda rodoviário e termina em Brasília.
O consumidor coitado faz o seu papel, comprando sempre o mais barato possível, sem se preocupar se lá na frente o seu emprego é que foi transferido para a China.
Temos então, os que pagam um absurdo em impostos e carregam a máquina Estatal nas costas e o Brasil que dá certo, dos sonegadores que lotam os melhores hotéis da Europa. Enquanto não houver impostos justos e no mesmo padrão mundial, nosso país vai ficar assistindo o trem da cidadania passar.

Alguém poderia me explicar por que no Chile os juros dos bancos e cartão de crédito é 1/5 dos nossos e os automóveis custam menos da metade?

Logo, vou comentar a forma de consumo na classe A.

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A guerra na venda de acessórios

Concessionárias X Lojas de som

   Recentemente, ao adquirir um carro novo, fui bombardeado pela vendedora e por sua parceira de vendas para instalar uma série de acessórios em meu carro.
Como não informei que sou proprietário de uma loja de acessórios, achei interessante a abordagem das meninas, sobre os cuidados que deveria ter se fizesse serviços fora da concessionária. Obviamente não comprei nada.
A surpresa é que a chegar ao trabalho recebi uma ligação do gerente da concessionária, que muito educadamente queria saber se fui mal atendido e o motivo de não ter adquirido nenhum acessório.
Para salvar a pele da vendedora, expliquei que tinha uma loja de acessórios e que também fornecia nossos produtos a dezenas de outras concessionárias.
Percebo que muitos de nossos clientes passam pelo mesmo tipo de abordagem, o que é perfeitamente natural dentro nas regras de comércio.
O que eu acho errado é o terrorismo de alguns vendedores desesperados querendo bater a meta do mês, que parte para apelação afirmando categoricamente, que serviços ou acessórios instalados fora da concessionária comprometem a garantia do veículo.
Como já trabalhei em concessionária, sei que boa parte dos retornos em garantia, realmente vem de instalações mal feitas contratadas pelos proprietários.
O que leva risco ao cliente é o mesmo de qualquer seguimento, ou seja, procurar o menor preço.
Lembre-se que sempre estamos adquirindo serviços em primeiro lugar, mesmo comprando um simples ventilador.
Atente também para o fato de que a maioria das concessionárias, também correm na direção do menor preço e para isso terceirizam seu departamento de acessórios.
Na prática é como se você estivesse contratando uma loja normal do mercado, só que pagando quase o dobro para o mesmo serviço. O consolo é a garantia da concessionária por trás de tudo.
Como os bons médicos não atendem aos convênios, as melhores lojas focam na realização de melhores serviços, sem tempo para se preocupar com parcerias, franchising ou qualquer coisa que comprometa a qualidade de seu trabalho. Normalmente não dá para crescer muito em serviços mantendo a qualidade.
Para escolher uma boa loja na hora da compra, ainda vale o famoso boca a boca, consultar os amigos, sites especializados ou pessoalmente se tiver um pouco mais de tempo.
Garanto que é um passatempo divertido e você foge de serviços básicos e caros das concessionárias.

Um abraço,

Ocimar Ferreira

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